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Entrevista! Deborah Blando descreve álbum ‘Polares’ e a prática do budismo

Deborah Blando está mais feliz do que nunca, e isso tem duas grandes razões: os ensinamentos budistas e a divulgação do novo álbum intitulado ‘Polares’. No primeiro quesito, ela se encontra em Los Angeles, em um templo budista onde se tornara professora. Já sobre o lado musical, ela revisita um trabalho antigo nunca lançado, mas que 14 anos depois resolveu colocá-lo no ar e, como ela mesma diz, bastante atual.

Neste papo, conversamos com a cantora sobre seu mais recente trabalho, mercado musical, budismo, entre outras coisas. Confira:

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Você estuda Budismo há cerca de um ano, como a prática mudou tão rápido sua vida? E como você chegou ao Budismo?

Eu sempre fui boa em aula de religião, fiz meu ginásio foi tudo numa  de irmãs salvatorianas, então sempre tive ligação com a espiritualidade, como encontrar o equilíbrio. Conheci uma monja simples no norte da Inglaterra* e me encantei com os guias espirituais, isso foi em 1999. Minha vida mudou, senti uma energia muito forte. São 20 anos de budismo, mas no ano passado fui aceita com uma bolsa de estudos para me tornar professora residente.

Alguma das canções mais lhe atrai? 

Eu acho que do Polares é Illusions, Pérolas, Stains, Juízo Final… é difícil falar, gosto muito deste álbum, ele está super moderno ainda.

Polares’ está sendo lançado na íntegra e sem nenhuma interferência ou regravação. Em algum momento você pensou em modificar algo?

Na época foi pedido para mudar, como nunca pensei nisso, resolvi deixá-lo na íntegra. A gente manteve a veracidade do trabalho e do que a gente queria. Era tanta música dançante, eletrônica moderna house, na época não existia como melodia, mas a gente sabia que iria existir. E o trip hop, que eu já gostava, talvez o meu grande hit seja nesse estilo. Então que as gravadoras não aceitaram na época porque é muito eletrônico com melodia, então não tem mercado para ele. A gravadora queria pegar o meu vocal, e fazer as bases psy trance, e eu não queria mudar toda a minha visão artística

Eu sou artista mesmo, não sou uma comerciante musical. Sempre me mantive em relação à minha arte, não sei como está o mercado lá fora. 

O que mudou na Deborah de 14 anos atrás para agora?

Tudo mudou, em 14 anos não sobrou uma célula, que é trocada a cada 7 anos, foi trocada tudo duas vezes (rs). 

Como você está lidando com a quarentena?

Foi tranquilo, porque comecei a fazer curso e já estava em retiro, a única coisa diferente é que todos estavam juntos e tivemos que estudar pelo computador. A gente mantém a distância segura. 

Pretende fazer lives para promover o álbum?

Já fiz uma live, mas como eu estou em um templo budista não é o ideal. Polares foi uma surpresa, porque foi o Eric (Stewart, compositor) que encontrou esse material intacto. Neste momento estou fazendo live conversando com as pessoas, também serve para dividir um pouco meus conhecimentos com o público para acalmar. 

Como você vê o mercado musical hoje, no sentido que todo mundo quer fazer sucesso a todo custo.

Eu estava decepcionada porque é difícil encontrar músicas com conteúdo e melodia, com cantores de qualidade vocal, música tem que ter poesia. Pra mim, eu sou artista mesmo, não sou uma comerciante musical, por isso que Polares está saindo agora do jeito artístico que eu vi. Sempre me mantive em relação à minha arte, não sei como está o mercado lá fora. 

  • Manjushri Kadampa Meditation Center, conhecido como o centro-mãe da Nova Tradição Kadampa, localizado na cidade de Ulverston, norte da Inglaterra

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