Flávia Alessandra relembra cena mais difícil de ‘Êta Mundo Bom’

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Flávia Alessandra teve duas vilãs à sua altura de talento escritas por Walcyr Carrasco: a Cristina, de ‘Alma Gêmea e a Sandra de ‘Êta Mundo Bom. Desde a última segunda-feira, 27, o público pode matar a saudade da vilã que perturbou a vida de Candinho (Sérgio Guizé).

Sobre a personagem, a atriz comenta sobre o retorno da trama na telinha, comparações entre vilãs, personagem mais difícil, e mais. Confira: 

Como construiu a Sandra de ‘Êta Mundo Bom!’ para diferenciá-la da Cristina de ‘Alma Gêmea’, que fez tanto sucesso e alavancou sua carreira?

Apesar de as duas serem vilãs, Cristina e Sandra têm energias bem diferentes. Cristina era uma personagem mais carregada, amargurada… Ela só tinha um objetivo na vida: que era o Rafael (Eduardo Moscovis). E isso a cegava de todos os jeitos. Toda a energia dela era canalizada. A Sandra, apesar de ser do mal também, tinha uma leveza, sabia aproveitar as situações. As vilãs do Walcyr são muito interessantes. Ele é um autor muito criativo, com uma mente sagaz, sou muito grata por ele ter me confiado essas duas personagens.

Apesar de as duas serem vilãs, Cristina e Sandra têm energias bem diferentes.”

Qual foi a cena mais difícil de gravar durante ‘Êta Mundo Bom!’? E a mais divertida?

A novela tem muitas cenas boas. Entre as mais divertidas, o casamento falso da Sandra com Candinho (Sergio Guizé), que teve uma guerra de comida. Foi uma mega sequência, maravilhosa e deliciosa de fazer. A mais difícil foi uma cena final que Sandra rasgava um colchão antigo, recheado de feno, e comia comida do chão. Foi difícil, e ao mesmo tempo, maravilhosa. Qualquer atriz gostaria de fazer aquela cena. Ela fica louca, depois desmaia… Foi muito marcante.

 

Qual a pior maldade da Sandra? Você chegou a acreditar que a personagem poderia se redimir?

Ela deu um golpe na Anastácia (Eliane Giardini), a tia dela, roubou toda a fortuna. Isso foi muito ruim, muita ingratidão. Mas, em determinado momento, ela sequestra o filho do Candinho e da Filomena (Débora Nascimento). Acho que não existe nada pior do que você mexer com uma criança indefesa. Não cheguei a pensar que ela iria se redimir. Sandra tinha atitudes muito coerentes com a falta de caráter dela. Não existia um remorso em suas ações.

Acho que não existe nada pior do que você mexer com uma criança indefesa.”

A novela fez muito sucesso. Como era a repercussão da personagem? O público a odiava ou se divertia com as maldades de Sandra?

Apesar de ter tanto tempo de carreira, as pessoas ainda me confundem muito com as personagens. Sandra falava sempre “titia” de um jeito irritante. E eu via as titias me olhando torto, me encarando (risos). E ainda hoje sempre tem alguém que vem comentar ou brincar como eu era malvada na novela. Adoro isso. É sinal de que o público comprou o trabalho.

Ernesto ( Eriberto Leão ) e Sandra ( Flávia Alessandra ) Foto: João Miguel Júnior

Quais as principais lembranças que guarda desse trabalho e da rotina de gravação?

Foi a minha última novela com o Jorge Fernando. Eu estava mais madura quando fiz ‘Êta Mundo Bom!’. E estava mais consciente da dupla que eu tinha no comando ali, que era o Jorge e o Walcyr. Eu fiquei muito em estado de alerta para tentar sugar o máximo daquela experiência. O Jorginho foi um grande mestre para mim. Foi um daqueles trabalhos que, quando chegou na reta final, já estava sofrendo que ia acabar. Sem falar na própria história, que era muito instigante para nós. Amava receber os roteiros e saber o que a Sandra iria aprontar.

E você, está assistindo a reprise de Êta Mundo Bom? Deixe seu comentário.

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