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Crítica | ‘Um amor, mil casamentos’: acerto ou desastre?

As primeiras cenas de Um Amor, Mil Casamentos divertem o espectador apaixonado por comédia românticas. Longe do formato humor forçado, os personagens são aqueles que parecem íntimos do nosso dia a dia, cada um com sua extrema personalidade. No entanto, se a ideia do diretor Dean Craig (Morte no Funeral, Depois dos 30) é entreter, infelizmente seu objetivo é excessivamente prejudicado pelo óbvio: a rasa proposta do filme. 

Remake do francês Plan de Table, o longa disponível na Netflix conta a história de Jack (Sam Claflin) e Dina (Olívia Munn), duas pessoas que se conhecem durante uma viagem à Europa, mas são interrompidas em dar vida a um relacionamento pela chegada atrapalhada de um amigo do protagonista. Anos depois, os solteiros se encontram no casamento da irmã de Jack, no entanto, nem tudo parece ser tão fácil para que eles possam ficar juntos.  

Craig busca explorar dois sentidos no filme: não deixar as oportunidades passarem, e fazer refletir sobre o que pode acontecer se tal circunstância fosse diferente. Na trama, o objetivo do protagonista Jack é tirar de circulação um antigo namorado da irmã que pretende estragar a cerimônia. A pedido da noiva, Jack deve lhe dar um sonífero para tirá-lo de circulação, porém as coisas acontecem de forma errada. 

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E se outra  outra pessoa tomasse o sonífero? Ou se os convidados se sentassem em lugares diferentes, como o curso da vida seguiria? A segunda metade do filme é justamente mostrar as inúmeras possibilidades do que pode surgir a partir da resolução do problema.

No estilo Feitiço do Tempo, a produção inglesa cresce por meio de personagens animados, os quais não precisam de diálogos para entreter, mas as repetições das situações geram cansaço, enfim, uma grande frustração que nos faz esquecer de torcer pelo casal principal. 

Como nem tudo é trágico, a qualidade está na cenografia, detalhada apenas no evento do casamento como ambiente principal. Com pompas dignas de um casamento da realeza britânica e uma fotografia clara e exuberante, ‘Um amor, Mil Casamentos’ consegue atrair os olhares dos espectadores, como se nós mesmos estivéssemos naquele grande salão. Afinal, uma ótima fuga visual durante os momentos de quarentena… mas só isso. 

 

 

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