Emanuel Jacobina, sobre final de ‘Malhação’: “Levei o coronavírus para a trama”

A trama encerra nesta sexta-feira, 3.

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Com um ano no ar, ‘Malhação – Toda Forma de Amar’ encerra suas atividades nesta sexta, 3. Com previsão de ficar mais um mês no ar, as gravações foram interrompidas em razão da pandemia do coronavírus, fazendo com que o autor Emanuel Jacobina e direção reformulassem 20 capítulos em apenas 4.

O trabalho árduo não prejudicou o produto, que finaliza com bons recados para o público. Confira o que o autor da trama disse:

Quais alterações foram necessárias devido à pandemia de coronavírus?

O final foi antecipado porque não se podia continuar gravando. A Globo me pediu para sintetizar a história e eu fiz isso da melhor maneira possível no pouco tempo disponível. Levei o assunto do coronavírus para dentro da trama. No último capítulo, Rita e Filipe andam pela cidade cenográfica completamente deserta e conversam abertamente sobre o efeito da pandemia com o público

Qual o sentimento de encerrar a história antes do previsto?

A direção da emissora estava coberta de razão de encerrar as gravações o quanto antes. Mas confesso que tive dificuldade de aceitar isso, inicialmente, mas logo compreendi que a vida de qualquer pessoa é mais importante que qualquer história.

Cléber (Gabriel Santana) e Anjinha (Caroline Dallarosa). *** Local Caption *** Capítulo 236 – Cléber (Gabriel Santana) e Anjinha (Caroline Dallarosa).

Essa temporada foi um sucesso de audiência e teve ótima repercussão sobre a abordagem de temas atuais, como o racismo e a violência urbana. Como enxerga o resultado do trabalho?

Foi um processo muito intenso de criação e felizmente tivemos sucesso de audiência e de crítica. O mais interessante foi decidir experimentar uma abordagem mais adulta, ou melhor, uma abordagem sobre a vida de jovens mais velhos do que habitualmente faço em Malhação. Acho que agradou bastante ao público com seus temas sobre os adolescentes, e teve uma abordagem séria de temas universais, como a adoção, a violência urbana, o perigo que a milícia representa para todos nós, o racismo e as dificuldades que os pais têm de entender e tolerar a homossexualidade.

O que o público pode esperar dos últimos capítulos?

Teremos momentos de muita emoção. E um thriller policial que nos levará ao cativeiro de Rita.

 Esse foi mais um trabalho realizado junto do diretor Adriano Melo, com quem trabalha desde 2011. Essa experiência contribuiu de outras formas para o sucesso da parceria? 

Sim, bastante. Hoje somos mais que um autor e diretor que se entendem muito e que têm identidade artística. Nos tornamos grandes amigos. Espero que possamos realizar outras parcerias de sucesso daqui para frente.

Rita (Alanis Guillen) e Filipe (Pedro Novaes)

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