Crítica | ‘Por Lugares Incríveis’, novo drama reflexivo da Netflix

A nova aposta da Netflix fala sobre problemas internos.

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Histórias românticas juvenis sempre trazem maior número de público para a Netflix. É nessa linha que o serviço de streaming tem apostado com força em comédias ou dramas românticos. Não é por acaso que o mais novo acerto é o sensível ‘Por Lugares Incríveis’, que, após sua estreia, já é o Top 1 no Brasil. 

Com Elle Fanning seguindo cada vez mais os passos da irmã Dakota Fanning, e Justice Smith, o longa retrata a história de Violet e Finch, dois jovens com problemas internos que se conhecem por acaso e acabam se envolvendo em uma grande paixão e cumplicidade.

No primeiro momento, Violet se afoga em lágrimas após um acontecimento trágico que envolve sua família, Finch consegue reavivá-la, incentivando-a a conhecer novos lugares e desafios. As mudanças surgem lentamente em posturas como o visual escuro através de roupas escuras e pesadas e o semblante, antes com o cabelo em frente ao rosto e de pouco sorriso, ganha cores com esse novo amor. 

Na segunda fase da trama, conhecemos de fato o lado obscuro de Finch, um adolescente cujos problemas familiares o levam a fugir da sociedade. A palavra “aberração” é sua própria autodefinição. 

Baseado na obra das roteiristas Jennifer Niven e Liz Hannah, ‘Por Lugares Incríveis’ transpõe um assunto corriqueiro na modernidade adolescente: a depressão. É perceptível pelo aspecto de Finch, como o personagem aparenta uma felicidade arrebatadora ao lado da namorada para escapar da gravidade interior. Enquanto ela ressurge, ele se afunda. E nesse viés, a história ganha notoriedade. 

Fotografia: contraponto da trama

Embora o assunto seja denso, o diretor Brett Haley aposta em uma fotografia colorida, com imagens naturalistas justamente para contrabalançar as dores dos personagens e, consequentemente, tirar o peso que o tema proporciona. 

Elle Fanning e Justice Smith possuem química em cena, ficam lindos juntos no vídeo. No entanto, embora esse e outros elementos já citados propiciam uma grande obra, o roteiro poderia ser mais autoconsciente. Os diálogos rasos e cortes bruscos de edição deterioram a qualidade da produção. 

Seria de bom tom entrelaçar conversas profundas entre os pais da jovem, ou entre os próprios colegas de escola, o que dariam maior riqueza à boa trama. Por exemplo, existe uma linda cena em que Finch conversa com a irmã sobre seu dilema e sobre os questionamentos dos porquês da tal angústia, sem didatismo e visivelmente objetiva. Um momento singular que poderia se repetir entre os vários núcleos, afinal, o tema é meditativo.

No mais, ‘Por Lugares Incríveis’ é um belo filme que provavelmente fará você se apaixonar pelos personagens e entender como é importante lidar com as emoções internas.

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