Sócio do Rio Music Carnival explica como é organizar um festival eletrônico

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A música eletrônica está chegando com toda energia novamente para o carnaval carioca. A contagem regressiva para o Rio Music Carnival, que acontece entre os dias 23 e 25 de fevereiro na Marina da Glória, anima os amantes do gênero.

O evento, que conta todos os anos com nomes de peso do cenário eletrônico, se diferencia por realizar uma programação distante do habitual samba e das marchinhas dos blocos que fervem as ruas do Rio de Janeiro. Por atrair grande público, o Rio Music Carnival chega em sua 12ª edição com o mesmo furor das marchinhas de carnaval. Mas a pergunta curiosa é:  como um festival eletrônico consegue tomar tamanha proporção em plena terra do samba?

Para explicar o sucesso do festival, o sócio Fernando Calmon conversou com o Opinião Cult sobre as novidades da edição, como fecha os nomes do ano, entre outras coisas.

O RMC chega em sua décima segunda edição, como você identifica o sucesso do evento?

Acredito que por termos credibilidade, pois já trouxemos nomes de peso do cenário mundial como Tiesto, David Guetta, Armin Van Buuren, Dimitri Vegas e Like Mike, Fat Boy , Vintage Culture e vários outros ícones do segmento. Além disso, nosso cuidado com a produção, que buscamos melhorar a cada edição.

Como surgiu o Rio Music Carnival?

Entrei na sociedade do RMC pós-criação do evento, na terceira edição. Conheço bem os fundadores e a história da concepção do festival e também por ser fã do gênero. Nos últimos cinco anos, tenho os direitos para execução sem parceiros societários.

Você acha que o público brasileiro é carente de diferente programação cultural?

Creio que sim, apesar de hoje termos uma diversificação muito maior no Rio. Antes era apenas Avenida pro samba e agora temos o RMC para a música eletrônica.

Como ocorre a busca pelo casting do evento?

Busco de acordo com as pesquisas e do que vem dando certo nos festivais do Brasil e do mundo, por isso tenho viajado bastante.

De modo geral, é difícil fechar o contrato com os artistas?

Essa é a parte sem dúvida mais difícil, pois temos que tentar equilibrar as contas e os artistas cada vez mais fazem maiores  exigências contratuais e aumentam os cachês.

+ Rio Music Carnival: como será o evento de 2020?

O Baile do Dennis é um sucesso. Com você chegou a concepção de unir o funk ao eletrônico?

Na verdade, consideramos o funk como o rap em ritmo eletrônico. O DENNIS ultrapassou a barreira do segmento e virou um dj pop. É um sucesso por onde passa, e no RMC não é diferente.

Como você analisa o cenário da música eletrônica brasileira, pois temos vários sucessos como Alok, Cat Dealers, entre outros.

Hoje a música eletrônica nacional está dominando a cena. Poucos são os nomes internacionais que conseguem se equiparar ao VINTAGE e ALOK.

DENNIS ultrapassou a barreira do segmento e virou um dj pop”

Esta edição terá algo mais especial do que as outras?

Sim, nos debruçamos na melhoria de todas as estruturas, também para evitar problemas com a chuva. Teremos nova tenda, novo projeto de palco, piso elevado, entre outras novidades.

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