Influenciador, Gustavo Anschau relata construção da imagem no mercado digital

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Gustavo Anschau começou a investir sua imagem o meio digital ainda em 2013, quando as principais redes sociais passavam por grandes transformações, como a ascensão do Youtube e do Instagram. Desde então, esse jovem paulista tomou gosto e sequencialmente têm conquistado uma legião de seus seguidores através dos seus conteúdos. Hoje ele conquista a marca de mais de 130 mil apenas no Instagram e seis mil no Youtube.

Entre suas publicações estão dicas de culinária, de cinema, dicas de moda e reflexões sobre a vida pessoal, motivos para cativar os mais fieis seguidores, que até lhe fizeram convite de namoro (ele conta mais sobre isso). Em uma conversa com a gente, Anschau  fala sobre as próprias mudanças a partir de sua incursão no meio digital, como lida com a popularidade, entre outras coisas. Veja só:

Você se denomina como influenciador digital ou blogueiro?

 Ainda acho meio estranho o termo “influenciador digital”, parece que estou manipulando as pessoas, quando na verdade eu apenas entrego um conteúdo em que converso com meu público. Então acabo falando blogueiro para as pessoas entenderem melhor, apesar de não ter mais um blog.

Como surgiu a ideia de criar um perfil nas redes sociais?

Eu sempre fui muito tímido, sofria bullying na escola com 15 anos e com isso minha autoestima era muito baixa. Junto com isso, me lembro que acompanhava os primeiros YouTubers, quando ainda nem era considerado uma profissão, e sempre tive essa vontade de criar conteúdos online.

No entanto, criar conteúdos de qualidade me exigia deixar a timidez de lado e começar a trabalhar meu psicológico pra isso acontecer. Foi aí que eu enfrentei como um desafio de vida e postei meu primeiro vídeo em 2014, contando um pouco sobre mim e ao mesmo tempo com medo da reação das pessoas – mas tive muitas pessoas que gostaram e vieram me dar apoio online. Logo em seguida, viajei para Vancouver (Canadá), onde comecei produzir conteúdos sobre lá.

 

Por que você sofria bullying aos 15 anos?

Sempre fui “nerd” quando criança e eu não era muito de me enturmar, nos intervalos eu abaixava a cabeça quando passava na frente das pessoas para tentar passar despercebido. Acho que tudo isso envolvia por não confiar em mim mesmo, e consequentemente me achar inferior às outras pessoas.

Desde o início você segue a mesma linha de conteúdos?

Não, os conteúdos que eu criava tinha muito mais humor comparado a hoje, além disso, minhas postagens eram sobre meu intercâmbio em Vancouver. Como eu sabia que depois de lá eu viajaria muito pouco, não quis dar ênfase para este nicho. Hoje abordo temas sobre estilo de vida, moda masculina e culinária. O que me permite mais liberdade de conteúdo e que, ao mesmo tempo, reforça minha comunicação já que trato meus seguidores como amigos – todo amigo pode falar de tudo um pouco, né?

Quando começou a produzir conteúdo para o Youtube e para o Insta?

Comecei a produzir meus conteúdos no YouTube um pouco antes de viajar para o intercâmbio, final de 2014. Estes conteúdos estão como privados devido umas mudanças de comunicação que quis trazer pro canal. No Instagram eu comecei bem mais cedo, em 2013, acho – por sempre gostar de fotografia, e na época não precisar falar em vídeos, ficava bem mais fácil. 

Quantas postagens você faz por dia? E você faz uma planilha de organização ou vai deixando as coisas acontecerem?

Eu sou o louco das planilhas, já teve uma época que eu escrevia meus roteiros e me organizava em relação às postagens, mas percebi que deixava de ser algo natural e eu não queria isso para meus conteúdos. Quando faço shootings (um  dia dedicado a tirar fotos), por exemplo, ainda faço todo um planejamento de feed no Instagram, mas quando se trata de vídeos, já não funciona pra mim. Preciso ser autêntico e espontâneo o tempo todo, e as pessoas percebem quando isso não acontece.

Mudou alguma coisa no Gustavo desde que começou a lidar com as redes sociais? O que, por exemplo?

Mudei completamente! Não me arrependo nem um pouco em ter decidido enfrentar minha vergonha na época e tento passar essa mensagem para meus seguidores/amigos em fazerem o mesmo! A vida é muito curta para viver pelos outros. E é engraçado como nós vemos que quando começa a dar certo, as pessoas que antes criticavam, começam a querer se aproximar de você.

Hoje me considero uma nova pessoa, que enxergou o que precisava ser mudado e foi mudando aos pouquinhos! Mas ainda acho que tenho muitas outras coisas para melhorar. Devia confiar mais no meu potencial.

O que as pessoas costumam a falar para você nas ruas, e na internet?

É meio estranho falar do que falam de mim, mas em geral, dizem que sou muito fofo e consigo passar uma energia boa através dos meus vídeos. Isso me deixa feliz! É o que eu quero entregar para quem me assiste.

Preciso ser autêntico e espontâneo o tempo todo, e as pessoas percebem quando isso não acontece.”

Já te fizeram propostas de namoro, ou coisas “indecentes”?

Já! Eu levo numa boa, mas alguns eu apago. Existem limites, haha! Eu nunca fui de dar bola para estes tipos comentários. Acho que os mais indecentes envolveram fetiches das pessoas e me pediram coisas absurdas. Mas finjo que não li e sigo minha vida.  

Você busca suas parcerias ou elas procuram por você?

Depende muito, às vezes eu procuro e em outros casos ou procurado.  E fico muito feliz quando recebo propostas de marcas que eu admiro. É um sinal que eles gostam do que eu produzo e isso agrega bastante no meu trabalho para continuar criando meus posts. 

Você já recebeu recusas de parcerias? E se sim, como lidou com isso?

Já, mas isso é normal! Trabalho com Marketing Digital em uma empresa e isso me ajuda a ter a visão da marca também. É interessante poder ver esses dois lados acontecendo.

Você se considera lifestyle, embora não deixe de comer o que gosta, não é?

Eu amo comer, tanto que assim que me mudei para capital (São Paulo) eu não paro de ir conhecer restaurantes! Um mais interessante que o outro, não acabo não resistindo, haha! Mesmo assim, busco durante a semana manter uma vida saudável, mas sem muitos extremos. Me exercito, opto por alimentos mais saudáveis e quando estou com vontade de um doce ou algo do tipo, vou e como.

E a atividade física: vai à academia com frequência?

Já teve épocas em que eu ia de segunda à segunda, mas hoje tento manter três a quatro dias na semana.

Quais são os maiores desafios de ser uma pessoa pública na internet?

Ter criatividade o tempo todo é um grande desafio. Você sempre tem que estar mostrando algo da sua vida, mas nem sempre você tem algo legal pra mostrar. Mas sou desses que adora criatividade e geralmente sou daqueles que adora testar aplicativos novos.

Onde você pretende chegar?

Meu sonho é poder trabalhar no Facebook! Amo trabalhar em empresa de tecnologia na parte estratégica e quem sabe um dia não chego lá? Produzir meus posts são como um hobbie pra mim e que de certa forma, tem me permitido conhecer tudo de marketing digital.  

O que a sua família achou no momento em que você começou a se expor na internet?

Minha mãe não gostou nada! Até ela começar a ganhar mimos, aí o assunto mudou, hahaha! Ela sempre pediu para que eu tomasse cuidado com a minha imagem não me expondo de uma maneira negativa. Meu irmão acha um máximo e meu pai ainda não entende muito bem o que eu faço.

Pra onde você acha que vai parar essa carreira na internet?

Acho que por a internet estar sempre mudando e se inovando, eu nunca parei para pensar como será daqui uns anos, mas meu sonho hoje seria poder viver só de produção de conteúdo e viajar o mundo por aí. Tenho amigos que já alcançaram esse nível, mas tudo é incerto. Um mês você tem, outro pode não ter. Não sei se fico confortável com essa incerteza.

Quais são as dicas que você pode dar para se tornar um influenciador digital?

Hmm, isso poderia dar uma grande matéria! Mas de forma bem sucinta, tenha em mente no que você quer entregar de conteúdo para quem te assiste e comece um canal no YouTube.

Entre os aplicativos de redes sociais, é ele quem mais irá recomendar seus conteúdos para as outras pessoas. Apesar do YouTube não ser o meu foco hoje, foi o que mais me trouxe pessoas realmente engajadas. E o mais importante: não se preocupe em ter uma boa edição, câmera ou iluminação perfeita. As pessoas não estão interessadas nisso. Um exemplo disso foi aquele vovô do YouTube que fez vídeos de slimes e viralizou, ou o próprio Whindersson. Sempre arrumava uma desculpa para não fazer meus vídeos já que não tinha uma câmera boa, até que percebi o essencial é a criatividade.

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