Jéssica Ellen, de ‘Amor de Mãe’, conta para quem dedica a personagem

Atriz fala sobre a importância da personagem.

By

No ar como Lucélia, a empregada da família Bulhosa, de Filhos da Pátria, Jéssica Ellen vive um ótimo momento na carreira. Além da série, a atriz está em cena em Amor de Mãe como Camila, uma professora de história que tem por ideal transformar o mundo através da educação. Camila foi adotada ainda pequena por Lurdes, interpretada por Regina Casé. Cercada de irmãos nesse núcleo cheio de afeto, a personagem de Jéssica Ellen é a única da família a conquistar um diploma universitário, o que enche todos da casa de orgulho.

Professora de uma escola pública um tanto abandonada, Camila tem a missão de provar aos alunos o valor do conhecimento como oportunidade para crescer, mostrando que entender história e reconhecer o passado são questões fundamentais para transformar o futuro. Em uma conversa com o Opinião Cult, a atriz transbordou animação ao falar da fase produtiva que vive.

A Camila representa toda a categoria dos professores, com suas lutas diárias. Na sua opinião, qual a importância dos professores para a sociedade?

— Os professores são heróis não reconhecidos. Acho que todo mundo que consegue ter uma carreira próspera, que consegue viver do seu desejo, em algum momento foi incentivado por algum professor e isso não é visto, não é falado. A gente tem menos atenção a isso, o que eu acho uma pena. Os professores são os profissionais que deveriam ser mais valorizados, sem questionamento. É uma profissão de muita exposição. Quando dão aula estão expostos a vários alunos, com várias histórias e ainda assim tem que passar o conteúdo programado. (…) Está sendo muito especial falar por eles. Todo adulto bem formado teve alguma relação próxima com um professor. É muito feliz como atriz poder fazer um personagem assim.

Você teve algum professor especial em quem se inspira para criar a Camila?

— Eu falei com a Sueli, minha professora de história. Estou dedicando essa personagem a ela. Da mesma forma que a Camila da trama influencia os alunos, a Sueli foi a professora que me inspirou. Ela percebeu que eu tinha um pouco mais de queda pela arte e sempre estimulou isso em mim. Ela ia nas minhas apresentações de teatro. É uma professora muito especial.

Você acha que o público está se reconhecendo na personagem?

— Eu acho que existem muitas Camilas no Brasil. A minha personagem está representando uma gama de pessoas que acredita na educação e que realmente quer mudar o mundo e fazer isso no dia a dia. Às vezes, as pequenas mudanças no dia a dia provocam alterações maiores e mais extraordinárias do que uma ideia mirabolante. Então, eu acho que os professores vão ficar muito felizes com a história que a Camila vai contar.

A Camila e a Lucélia tocam em questões sociais importantes, você vê alguma relação entre as duas personagens?

— Eu acho que a Lucélia tem algo em comum com a Camila, que é a relação com a educação. As duas acreditam que através da educação, de ampliar os horizontes, abrir sua mente, você vai conseguir quebrar paradigmas. Eu, assim como a Lucélia e a Camila, não acredito na violência física: acredito nos argumentos, numa quebra de padrão através do diálogo. Acho que isso que tem em comum entre as personagens e comigo também.

A que você atribui essa conquista de espaço em que os trabalhos falam por você?

— Eu acho quase uma ironia do destino. É uma benção! É muito bom fazer personagens de acordo com o que eu penso, com o que faz bater mais forte o meu coração. É sem esforço. Pelo contrário, como é bom poder fazer personagens que são parecidas comigo nesse aspecto. Eu seria amiga da Camila; seria amiga da Lucélia. A gente sairia para tomar uma cerveja na Ouvidor.(…)

Eu estou em um momento muito feliz, de gratidão. Acho muito bom falar sobre educação, questionar coisas através da arte. Quando faço um trabalho assim, bonito, forte, sabendo que vai comunicar com um monte de gente no Brasil através da televisão, só tenho que agradecer e continuar ralando muito.

E no intervalo entre essas duas personagens você sobe no palco do Rock in Rio…

— Com Elza Soares! Foi uma experiência muito intensa. Fiquei muito nervosa, porque a Elza é uma entidade, é uma presença muito forte. Uma mulher que atravessou gerações. E, além de tudo, cantar A Carne, que é uma música icônica.

+ Chay Suede fala sobre sua relação com Adriana Esteves

+ Nanda Costa comenta sobre a Érica de Amor de Mãe

Icônica na sua carreira, inclusive, porque você cantou no seu primeiro trabalho na TV, quando fez Malhação.

— Sim! Uma música que eu cantei em Malhação. Foi muito especial, uma junção de fatores. Muito feliz! E a Elza foi muito generosa, segurou na minha mão e disse: ‘vambora’! A gente está cantando para muitas, representando muitas. Então foi muito especial.

Por falar em cantar, o Ryan (Thiago Martins), irmão da Camila, é músico. Nós vamos te ver cantar novamente na nova novela?

— Não. A Camila não vai cantar, vai ser só professora mesmo.

Siga o Opinião Cult nas redes sociais:]

FACEBOOK: opiniaocult

TWITTER: opiniaocult

INSTAGRAM: @opiniaocult

Leave a Comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

You may also like