Crítica ‘Minha Mãe é uma Peça 3’: o mais do mesmo com tempero especial

Entenda a trama do filme.

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A aposta do cinema brasileiro nos últimos tempos está em filmes dramáticos, surgindo apenas poucas produções no gênero da comédia. E uma que não a cada aparição brilha na telona é a franquia Minha Mãe é uma Peça. Paulo Gustavo chega ao terceiro filme com uma dona Hermínia ainda mais escrachada, porém, sendo o mais do mesmo. 

A premissa segue igual: dona Hermínia soltando o verbo para todos em sua volta, e, com isso, as piadas rolam solta. Mas, se antes ela era uma apresentadora de TV engajada, agora ela reassumiu o papel absoluto de dona de casa. O problema é que ela está entediada, triste, e carente de atenção, principalmente em razão do afastamento de Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo). Agora os filhotes trazem novidades: ela, grávida; ele, vai casar, tudo para deixar a mãe mais enciumada e louca possível. 

Diversas cenas fazem o público soltar a gargalhada. A primeira em que ela faz compras na feira nos remete a mãe ou a tia que procura o melhor produto para casa, com diálogos sobre o preço alto do produto, ou aquele que não faz mais o efeito esperado. São diversas esquetes que mostram o quanto Paulo Gustavo está absolutamente envolto no papel. 

04.07.2019 – Brasil, Rio de Janeiro, MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 – Foto: ©Marco Antonio Teixeira/divulgação

O filme também traz questões sociais importantes como casamento de pessoas do mesmo sexo, feito de forma leve e bem engajada. Outro ponto positivo é a fotografia. Além de belíssimas imagens de Niterói, Búzios também se tornou uma das marcações, deixando a telona colorida para mostrar o astral da personagem principal. 

O que me incomoda em ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ é justamente a falta de destaque para o restante dos personagens. Por mais que o ex-marido, as irmãs, a sogra do filho, entre outros são mediações para compor o mundo de Hermínia, ninguém cresce, até atores conhecidos da dramaturgia falam duas ou três frases no máximo. Quando aparece que haverá uma dimensão, surge um corte brusco para outra cena de Hermínia. Enfim, ninguém tem voz ativa, sendo sempre atropelados para mostrar quem manda na história é Paulo Gustavo. Esse artifício já é existente nos longas anteriores, mas poderia ser amenizado para que houvesse empatia com todos, e não somente com a protagonista. 

Embora esses pontos, o texto é uma delícia de acompanhar e só reforça a carência que o povo brasileiro possui de uma comédia relaxante. Não é por menos que os dois últimos filmes, exibidos em 2013 e 2016, arrecadaram mais de 13 milhões de espectadores ao cinema. Ah, e fica uma dica. Os créditos finais apostam em uma sequência divertida e emocionante. Fique sentado na poltrona até o encerramento total.

Veja o trailer do filme:

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