Chay Suede, de ‘Amor de Mãe’, não economiza elogios à Adriana Esteves

O ator fala da relação com a atriz.

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Quem acompanhou a novela Segundo Sol e se envolveu com as histórias de Laureta e Ícaro, pode comemorar a volta da dobradinha entre Adriana Esteves e Chay Suede. Desta vez interpretando mãe e filho, Adriana vive Thelma, uma das personagens centrais de Amor de Mãe. Chay é Danilo, filho superprotegido que tenta dar novo rumo à vida, com um caminho traçado por suas próprias mãos, sem interferência da mãe. Ao Opinião Cult, Chay falou sobre o novo trabalho e sobre a alegria de dividir novamente a cena com Adriana Esteves.

A Thelma criou o Danilo dentro de uma redoma de vidro. Você acha que a relação entre os dois é algo comum?

— É mais comum do que parece. Mas eu acho que relação de superproteção é mais evidente para quem está de fora. A gente consegue identificar uma mãe superprotetora ou um filho mimado à distância. Os dois, entre si, às vezes não veem. E aí eu me pergunto o que é mais real, a visão de quem está de fora ou de quem está dentro dela.

Você considera que esse tipo de relação causa algum desgaste entre eles?

— O personagem para mim surge num lugar de não julgamento. Eu não faço juízo de valor sobre a relação dele com a mãe. Eu não julgo se é ruim ou bom, se é superproteção ou não é. O que eu tento fazer é estar ali com a Adriana, dentro daquela casa, tentando entender o que de fato é importante naquela relação. É como eu disse, superproteção diz quem é de fora, quem está dentro não fala que é superprotegido, e, sim, que ama a mãe e que os dois vão estar sempre juntos. Pra mim isso importa mais que construir uma relação de superproteção, que é um julgamento externo.

Em um momento da trama, o Danilo vai começar a divergir da mãe quanto à forma que ela conduz o restaurante da família. Isso vai ser um embate entre os dois?

Não chega a ser um embate porque o Danilo não é combativo com a mãe. Ele é muito tolerante com ela. Ele quer propor essas coisas, algumas inovações, mas uma vez que isso é negado ele não fica lutando contra a situação.

Um ano depois você vai reviver a dobradinha do seu último trabalho. Como você se sente ao trabalhar novamente com a Adriana Esteves?

— Fiquei muito feliz! Quando nós soubemos ainda estávamos em Segundo Sol. A gente construiu uma relação de parceria, de amizade, muito forte. Impossível não amar a Adriana: ela é maravilhosa! E, com certeza, toda essa relação construída está sendo aproveitada agora. Apesar da relação entre os personagens ter de ser construída do zero, o nosso elo de amizade foi muito útil para que a gente tivesse intimidade para construir esse novo vínculo.

O diretor, José Luiz Villamarim, tem sido enfático ao dizer que o tom da novela será o realismo. Para esse formato você traz para a trama uma emoção própria?

— Isso não foi um caso para mim. A novela tem uma linguagem hiper-realista, o texto traz isso também. Mas eu não acho que para fazer algo real isso precisa ser espelhado em algo que você viveu. Eu acho que a gente pode se inspirar de diversas maneiras, com pessoas que a gente conhece ou com a própria história do personagem, que é o meu caso. Eu tenho me inspirado com a história do Danilo e da Thelma e tento fazer disso algo real e vivo.

Danilo (Chay Suede) Foto: Estevam Avellar/ TV Globo
Danilo (Chay Suede) Foto: Estevam Avellar/ TV Globo

+ Entrevista: Nanda Costa fala sobre sua personagem em Amor de Mãe

Ainda sobre a direção, o Villamarim tem por característica ser inovador, busca sempre uma estética e personalidade própria a cada trabalho. Essa busca por uma nova linguagem para o formato novela influencia na sua atuação?

— A linguagem do Villa se estende a todos os setores, desde a cenografia até o figurino; à interpretação, principalmente, e à linguagem audiovisual, das câmeras, de como é contada essa história.

Ele faz isso de maneira belíssima! Eu sempre quis trabalhar com ele. Com certeza vai ser algo novo, com gosto de uma boa novela que a gente gosta de assistir.”

Vai ser um novelão com cara de cinema?

— Rapaz, eu acho que é uma novela boa demais, das melhores que já vi na minha vida. E eu sou noveleiro, tenho total propriedade para dizer como espectador. Acho que cara de cinema… Talvez possa haver essa impressão por parte de algumas pessoas. Mas hoje em dia isso é tão difundido. As séries de televisão são filmadas lindamente, com todo cuidado, todo o requinte. Então é televisão com cara de televisão, da televisão de hoje.

Foto de capa: Antônio Pinheiro

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