Entrevista com Ângela Vieira: atriz fala sobre sua participação em ‘Bom Sucesso’

Bate-apo descontraído com a atriz. Veja!

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Ângela Vieira está pronta para voltar ao ar e balançar o coração de Antônio Fagundes. A partir de segunda, 4, a atriz entrará em Bom Sucesso, novela das sete da Rede Globo no papel de Vera, uma mulher elegante que, após descobrir a traição do marido com uma moça mais jovem, volta ao Brasil e decide se recolocar no mercado de trabalho. 

Anos depois de se consagrar em agências de publicidade, ela tem a chance de conquistar o emprego na área de Marketing da Prado Monteiro, aí que ela tem a chance de se aproximar a Alberto (Antônio Fagundes), que a ajudará a redescobrir sua autoestima. 

Em conversa com a imprensa e com o Opinião Cult, a atriz falou sobre a personagem, fidelidade, casamento, e muito mais. Veja abaixo:

Como é chegar na novela já adiantada?

Chegar a novela na metade é meio complicado, porque todo mundo já está em outro esquema e as relações já estão desenvolvidas, mas eu tive sorte porque acompanhava a novela. Com 90% dessa equipe eu fiz ‘Pega-Pega’, equipe que trabalha com tranquilidade. Eu vejo que está todo mundo feliz aqui.

Você sabia que faria parte da novela?

Eu não sabia que iria para a novela. Eu ia estrear um espetáculo em janeiro (2021), e como estaria em processo de ensaio, mudei para março. 

Como é a personagem Vera?

A Vera tem quatro relações: com o neto (Vicente, Gabriel Contente) é bonita. Ela faz do neto um quase confidente, pois os pais têm dificuldades de perceber o menino, ela entra no canal porque sabe o que está acontecendo. Ela não entende nada de internet, então ele se torna professor, e ela; confidente. A Vera acha a Eugênia (filha, Helena Fernandes), dessituada.

Ela tem uma relação com o novo trabalho e vai sempre buscando ajuda para o neto. Ela vai para a editora com a aula recente para aplicar o trabalho. Ela também vem muito machucada por ter sofrido uma traição do marido que teve um casamento de muitos anos, e no Alberto ela vai se encantando por ter um homem tão gentil e culto que a está valorizando como mulher e como profissional.

Alberto ( Antonio Fagundes ) e Vera ( Angela Vieira ) Foto: João Cotta/TV Globo
Alberto ( Antonio Fagundes ) e Vera ( Angela Vieira ) Foto: João Cotta/TV Globo

Você sabe como será a relação dela com a Paloma (Grazi Massafera)?

Eu ainda não sei, mas acredito que vai haver uma estranheza, por causa da filha, mas da Paloma que está próxima dele. Eu não sei como vai se desenrolar, não sei se é um ciúme ou estranheza. 

E você usa a internet com facilidade?

Praticamente uma Vera (rs). Meu marido e minha filha me salvam muito.

A personagem tem história na publicidade, mas a filha quer que ela volte para o marido. Nós vemos que ela vai atrás dos objetivos. Isso é legal para você, né?

Ela inclusive fala sobre um processo que está acontecendo no Brasil. Ela ouve a filha pedindo por telefone à Nana (Fabiula Nascimento) desconsiderar (o trabalho), pedindo desculpas pela mãe, e ela fala que a filha está desatualizada, porque o Brasil está num processo de envelhecimento, e uma grande fatia do mercado está sendo ocupada por pessoas da minha idade. Eu acho que ser porta-voz disso é muito legal porque é verdade, e, de certa forma, a novela entra nas pessoas.

A relação dela com o Alberto leva a um namoro ou é encantamento?

Eu estou na fase do encantamento, e ela lisonjeada por Alberto dizer que ela é uma profissional competente. Uma mulher da idade dela quanto é traída fica chateada, principalmente no Brasil que você não tem mais chance de ser cortejada de ter uma relação amorosa. Isso passa pela cabeça da grande maioria das mulheres. E o importante é a mulher não acreditar nisso. Eu acho que essa coisa com o Alberto é porque ela é tratada com delicadeza. 

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Ele já leu algum poema para ela?

Gravei uma cena em que eles falam sobre filmes prediletos, então existe essa identidade, e isso encanta muito ela. A novela tem isso (sobre literatura) e eu li uma matéria sobre gente fazendo movimentos de leituras com pessoas jovens e de idade mais avançada, já que nós não temos ainda uma boa escola – e eu tenho esperança de uma escola -. O que pudermos fazer para incentivar a leitura, vamos fazer. É uma maneira de você se transportar para outro momento, conhecer novos horizontes mesmo, você passa a falar bem, escreve corretamente, antigamente você tinha obrigação de ler tantos livros por semestre.

Quais são suas preferências literárias?

Eu gosto muito de ler ficção, mas gosto de livros de história contemporânea. Eu não sei se isso veio de um professor de literatura. Eu estava lendo o livro Sapiens e fiquei fascinada. 

Você consegue manter a leitura mesmo gravando?

Não, quando estou gravando diariamente não dá. 

Você comentou que ela não entende nada de rede social, e tem uma cena que ela tira uma selfie com o Alberto e coloca no grupo da família. É um pouco vingativo, não é?

É isso que ela quer, algo meio provocativo. Muito engraçado que ela chama a personal trainer de ninfeta, de 35 anos. Se ela acha isso, imagina como ela está ferida. Então ela faz de propósito. Como ela diz: a vingança é doce como um picolé de groselha. 

Como ela lida em saber sobre o pouco tempo de vida do Alberto?

Eu vou roubar a frase da Rosane (Svartman) e do Paulo (Halm, autores da novela): ‘Ela prefere sofrer do que ela fez, do que se arrepender do que não fez’. Então, ela vê ali um momento que pode dar um grande prazer e ela vai em frente, vai sofrer, provavelmente, com a morte dele ou com uma possível ruptura. 

Como foi gravar com o Fagundes?

Gravei com ele essa semana pela primeira vez. Foi uma delícia. Eu não encontrava o Fafá desde Por Amor (1998), e eu nunca tinha feito par com o Fafá. 

Você acha que ela aceitaria uma traição do Alberto?

Eu espero que não. Mesmo que ela fique sozinha, acho que ela não perdoa ele não. 

Você, Ângela, se meteria em contar a traição para um amigo?

Bom, eu não me meteria em uma traição porque é muito delicado e perigoso. Tem pessoas que são adeptas, ‘ah, mas ele é o meu melhor amigo’, eu acho que a vida de cada um é de cada um. E ter essa interferência é muito delicado. Você pode fazer um grande bem como um grande mal também. 

Você perdoaria uma traição?

Cada caso é um caso. A gente só sabe o que vai acontecer quando se sente na pele, essa teoria eu não tenho. Eu acho que quebrava ele todo, mentira (rs). 

Quantos anos de casamento com o Miguel (Paiva)?

Quase 18. 

Como é trabalhar essa redescoberta do amor na terceira idade?

Eu acho uma maravilha. Eu e meu marido éramos amigos íntimos, e quando começamos a namorar eu estava com 50 anos, e eu achei um espetáculo. Aquela coisa no peito efervescente e, você se sente tendo uma emoção latente, é bom. 

Você acha que a forma de amar muda com a idade? Você, com 20 anos, amava de uma forma diferente do que ama hoje?

Certamente. Principalmente porque já vem de outras experiências, eu vim de outro casamento e o Miguel também. A vida vai passando e você vai aprendendo ou não, e se puder levar o relacionamento novo essa experiência, você consegue separar o joio do trigo que vai fazer a relação ser mais agradável.

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