Crítica: ‘Perdi Meu Corpo’ é sensível e emocionante animação

Conheça a nova animação da Netflix.

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As animações tem, porventura, não apenas animar o espectador mas fazê-lo refletir sobre a vida. Com a chegada de ‘Perdi Meu Corpo’, o público fiel ao gênero provavelmente se sensibilizará com essa frágil e dramática longa francês.

A Netflix apresenta um filme repleto de metáforas sobre a importância da vida e como lidamos com os percalços dela. O longa conta a história de Naoufel, um jovem que perdeu a mão após um acidente e, ao mesmo tempo, a própria mão corre atrás do seu dono.

A licença poética é o simbolismo da história que se divide em três momentos. Um deles é a infância do jovem, que, em preto e branco, reflete o relacionamento com a família e um certo ensinamento do pai; a vida adulta, em cores, mostrando como é lidar com as sensações de amor e de solidão; e a mão, que procura o rapaz em uma longa jornada cheia de desafios. 

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As cenas da mão talvez sejam as mais emocionantes, justamente porque leva a diversas confusões, fazendo que nós, espectadores, torcemos para esse encontro. Ao mesmo tempo, é possível se apaixonar pelo objetivo do rapaz em conquistar a menina dos sonhos.

Essa mistura de emoções é enriquecedora. Ponto positivo para o cineasta Jérémy Clapin, estreante em longas, e que certamente buscou se aprofundar no sentimento humano. O único e grande porém de ‘Perdi Meu Corpo’ encontra-se no desfecho, que, por encerrar de forma abstrata e sem explicações, apaga toda a delicadeza do restante do filme. No mais, é um produto gostoso para prender os mais belos sonhadores. Fica a dica!


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