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Susana Vieira, a Emília de Éramos Seis: “O público espera minha risada”

A veterana fala sobre sua nova personagem.

Não importa a época ou o lugar: Susana Vieira sempre será assunto por onde passa. Vista na reprise de Por Amor, no Vale a Pena ver de Novo, até o dia 11 de outubro no papel da vilã Branca, a atriz de personagens icônicas, embarcou essa última semana como a tia Emília, por sinal, em uma cena digna da atriz, descendo as escadas com uma iluminação a qual mostrava a importância da personagem.

Na trama, Emília é uma solitária. Viúva de um homem rico, é mãe de duas filhas: Justina (Julia Stockler) e Adelaide (Joana de Verona). Seu drama gira em torno de Justina, a filha mais velha, que tem um distúrbio mental não diagnosticado pela medicina da época. A mãe, em razão disso, a mantém isolada do convívio social, um gesto motivado por proteção, mas também por vergonha da condição da jovem.

Durante o evento de lançamento da novela, a veterana falou da personagem.

Como está sendo o retorno às novelas com essa história tão conhecida do público?

— Eu acho que é uma novela que o público vai adorar. Todo mundo que a gente fala que vai fazer um remake fica muito animado, diz que vai ser uma delícia. Quem nunca viu, já ouviu falar. É uma novela que foi tão falada e pouco vista pelas novas gerações. Nunca é demais repassar uma coisa que já foi muito boa. Com certeza vai ser um sucesso novamente.”

Emília ( Susana Vieira ) Foto: Raquel Cunha
Emília ( Susana Vieira ) Foto: Raquel Cunha

 O que nós podemos esperar da tia Emília?

— Ela é uma mulher arrogante. Tem uma filha com distúrbios mentais: é autista, mas naquela época não se falava em autismo. Ela acha que tem uma filha que não é normal. Por ter vergonha da situação, deixa a vida de lado só para viver com a filha. Por isso é bem solitária. Ela não ri. Eu fico triste em novela que eu não rio. O público espera minha risada, meu sorriso. Ela é fechada.”

Mas ela nutre um amor pela filha autista ou é uma relação de rejeição?

— Olha só, eu não acredito que uma mãe possa não ter afeto por um filho. Eu acredito que existe vergonha. Mais dos pais do que das mães, na verdade. Acho que a mulher, em qualquer circunstância, estará sempre do lado do filho e do marido.

O homem que tem um filho com alguma deficiência ou problema físico é o primeiro a ir embora. Já vi muita gente fazer isso. Não estou falando de casais pobres, não! Falo de casais com uma condição boa, que o pai não se sente satisfeito, porque o homem acha que é incapaz de gerar um filho que não seja totalmente saudável.

Durante o vídeo de apresentação você se emocionou. O que te tocou nas cenas?

— É muito bom a gente rever uma outra década. As novelas todas estão muito atuais, com muitos crimes, homicídios, vinganças, uma irmã querendo matar a outra… Nós vamos passar para uma parte boazinha da televisão brasileira. E vai ter música… E um elenco que eu estou encantada: muita gente jovem.

Por falar em elenco, como vai ser atuar com a Glória Pires?

— Eu tenho que dizer isso, aliás: eu estou trabalhando com Glorinha Pires, que é minha amiga de cem anos. Quer dizer, ela tem 20 anos a menos que eu. Nós fazemos aniversário no mesmo dia, 23 de agosto. É uma excelente companheira, me ensina muito. Ela é muito calma, não se agita, não fica desesperada. Ela me acalma. Então ter a Glorinha Pires do lado é uma benção.

Gostou da entrevista com Susana Vieira? Leia também o papo com Nicolas Prattes, o Alfredo da trama.

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