Pedro Novaes (foto: Ellen Soares/TV Globo)

Pedro Novaes: “Se o amor me pegasse igual ao Felipe, eu embarcaria”

Leia o papo legal que tivemos com o ator.

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O ator Pedro Novaes está cada vez mais se solidificando como ator. Aos 23 anos, o filho de Letícia Spiller e Marcelo Novaes tem encarado com prazer o papel de protagonista da atual temporada de Malhação – Toda Forma de Amar.

Em uma conversa descontraída com o Opinião Cult, o ator falou sobre o amadurecimento como ator, sobre a convivência com os pais, e muitas outras coisas.

Filipe ( Pedro Novaes ) foto: João Cotta/TV Globo

Já são 6 meses da estreia da temporada de Malhação – Toda Forma de Amar, como você avalia o seu personagem?

Eu já consegui evoluir desde os primeiros dias, sinto que preciso evoluir muito ainda. Por ser uma obra aberta, você está sempre tendo que renovar o conhecimento do seu personagem. É claro que as cenas ficam mais fáceis de entrar, mas cada cena é diferente, uma reação que você não imaginava, e aí tem que criar do universo. O aprendizado é diário, eu como ator estou criando o Felipe. Ele é um cara de muito bom coração, que erra como todo mundo.

Você está se sentindo mais seguro em cena desde sua estreia ou o nervosismo só aumenta a cada dia?

Eu estou mais seguro. O nervosismo sempre tem uma tensão, mas é bem leve. As primeiras gravações foram mais intensas. Por ser as primeiras aparições e a construção primária do personagem, você está sempre mais apreensivo, mas agora está uma nuvem. Aí você conhece a equipe toda, e a galera é gente boa. Eu consigo ficar muito à vontade nesse universo. Fico feliz de estar trabalhando com aquelas pessoas, a galera da técnica, da limpeza, do áudio, os diretores, você cria uma relação maneira e o nervosismo vai embora.

Quando terminam as cenas, você se desliga do personagem?

Total! Eu acho bem importante isso para a saúde mental e física, e para descansar tranquila. Eu tento me prender ao personagem quando estou estudando e quando chego lá para fazer. Cinco minutos antes de fazer uma cena pegada eu me concentro. A paloma Duarte me passou essa visão, mas fora isso, tento sempre me desligar propositalmente, porque eu também tenho a minha vida. Imagina se eu chego na bateria (baterista da banda Fuze) pensando que sou o Felipe, aí ferrou.

“Por ser as primeiras aparições e a construção primária do personagem, você está sempre mais apreensivo, mas agora está uma nuvem.”

Você tem conversado com seus pais sobre a novela?

Claro! Com certeza, sempre troco ideia, mas não é só disso que a gente conversa. Às vezes eu mostro uma cena, eles dão um toque, afinal, eles são as minhas duas referências. Fico feliz quando eles me dão um elogio ou até quando fazem uma crítica, penso que posso modificar. A gente troca ideia em tudo, mas costumamos a ficar mais na vida real.

Com quem do elenco você virou amigo? Tem alguém da turma que você costuma a sair?

O elenco todo, e como falei, não só o elenco, é a técnica, o som, a limpeza,… todo mundo. É uma turma grande e está todo mundo parceiro, principalmente quando o Flamengo ganha (rs). A gente sai para algum alugar, vai em um barzinho para espairecer a cabeça. Me sinto privilegiado com essa conexão do grupo.

Como você reagiria em uma situação que você está apaixonado por uma mulher cuja vida tem um filho e um ex-namorado perturbador? 

É difícil falar sobre isso se você olha de fora e percebe que o ex-namorado é um maluco. O fato de ter um filho não é um problema, mas se o amor pegar o coração de verdade, o ser humano é capaz de ir muito além da sua zona de conforto para aquele amor fazer valer a pena. O ser humano é capaz de quebrar preconceitos e barreiras só pelo amor. Nunca aconteceu isso comigo, mas se fosse em outras circunstâncias e se o amor me pegasse desse jeito louco que pegou o Felipe, eu embarcaria. Não sei explicar, porque nunca vivi, mas nesse caso, não tem nada de errado, é só o amor que pegou ele. Para a Rita também, ela ama o Felipe para caramba. O amor é isso.

Nesse momento da trama, o relacionamento entre Filipe e a família começa a ter problemas em razão da Rita, principalmente com o pai. Você acha que esse tipo de situação pode fragilizar a relação familiar?

O amor que eles têm um pelo outro é maior do que qualquer coisa, para quebrar tem que ser muito absurdo. Essas discussões familiares têm que ter, mas eles vão se entender, achar seu posicionamento correto, a forma de dar a própria opinião, e eles vão se fortalecer mais.

Rita e Filipe começam a se entregar um ao outro, como você vê essa relação?

Essa relação é incrível. O mundo está acabando, está rolando terremoto, furação, mas é um momento que eles conseguem se desligar de tudo. É uma válvula de escape, um amor que quebra todas essas barreiras, e eles estão dispostos para enfrentar qualquer coisa, principalmente o Felipe. Eu acho que eles vão se entregar cada vez mais um pelo outro. Muita coisa boa está para acontecer, como ruim. Estamos falando de uma novela. Conflitos e conflitos…

Pedro Novaes e Alanis Guillen (foto: João Miguel Junior/TV Globo)
Pedro Novaes e Alanis Guillen (foto: João Miguel Junior/TV Globo)

E se você se colocasse no lugar do pai, no caso o Joaquim, tomaria as mesmas atitudes do que ele? Acha que Joaquim está agindo errado?

Para o Joaquim, a Rita só é essa pessoa que deu um tapa na cara da Lara e que deseja tomar a filha dele porque ele não conhece as fraquezas da Rita, o Felipe sabe mais, por isso que ele se apaixonou por ela.

Quando o Joaquim começar a perceber que ela é uma pessoa do bem, ele vai começar a ceder as coisas. Mas acho que ele não está tomando atitude incorreta, ele está agindo como um pai que está preocupado, que não quer perder os dois filhos. Tem algumas situações que ele acaba se exaltando, que poderia ser em forma de conversa e não de briga, mas ele está protegendo a própria família.

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Ainda tem bastante tempo para a temporada, mas qual final que você deseja para o personagem?

Eu não sei o que falar não. Ele pode ficar malucão, mas pode conseguir a guarda compartilhada com as duas mães se entendo, e junto com a família se entendendo naquele buraco em clima de paz, acho que é isso que o personagem almeja. Como pode todo mundo ficar na bad e se separar. A gente não sabe o que vai acontecer, o que também seria interessante. Não desgosto de finais tristes.

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