Fratura: diretor apresenta versão interessante em longa da Netflix

Crítica com spoiler.

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Fratura, novo filme da Netflix, estreou na plataforma de streaming há alguns dias e está dando o que falar. A trama mostra a história de um homem que viaja com a mulher e a filha para passar o dia de Ação de Graças, mas ao parar na estrada a menina cai em um buraco e se machuca. O grande problema é que a filha e a esposa desaparecem na hora de realizar uma tomografia.

O suspense mexe com o emocional do público. O bom roteiro faz com que o espectador fique preso na história, e comece a perceber os desvios de comportamento de Ray, personagem de Sam Worthington. (leia aqui nossa crítica).

Afinal, será que esse homem está falando a verdade? Se percebermos, a primeira cena do filme apresenta esse homem dirigindo, em um take em que mostra como se estivesse falando sozinho. Um indício direto da confusão mental do personagem.

Agora se você ficou na dúvida sobre o que aconteceu com o personagem. O site Observatório do Cinema publicou a visão do diretor do filme. Veja o que Bran Anderson diz sobre o desfecho de Fratura.

“A cena final é um foco no rosto de Ray após cantar uma música para filha no banco traseiro. É um senso de ter alcançado o objetivo e ser um herói. ‘Eu consegui! Eu as salvei dos caras ruins do hospital’. Mas, seguimos e vemos o rosto se fechar, como se ele tivesse percebido. Não estava no roteiro. No roteiro estava, ‘Ray anda no pôr do sol com a família’. Mas, eu quis adicionar uma ambiguidade para esse personagem”.

+ Fratura: leitores dividem opiniões sobre o filme da Netflix

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Para o cineasta, a dúvida não significa que Ray descobrirá a verdade em algum momento.

“Eu imagino se ele vai ou não acordar. É a pergunta no final do filme. Dependendo de como você interpreta, você pode dizer que é melhor ele viver na ilusão do que na realidade. Nós todos fazemos isso, de certa forma, em nossas vidas. Não queremos enfrentar realidades duras. Nós apenas queremos deixar de lado. Talvez exista algo assim no filme. Eu acho o final trágico, triste e mordaz. Ele só quer ser um bom pai. Ele quer ser o pai e marido que faz o certo. No começo do filme, ele está intimidado e para baixo. Ele não acha que consegue. Não é um terror direto. É uma tragédia com tons de terror”, explicou o diretor.

Gostou do final de Fratura, suspense da Netflix? Deixe seu comentário abaixo.

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