Crítica|‘Amor em Obras’: insossa, a nova comédia romântica da Netflix não convence

Entenda porque não gostamos do filme.

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De tempos em tempos, a Netflix produz comédias românticas interessantes, quase sempre açucaradas e que ficam na memória dos espectadores, como o juvenil ‘Para Todos os Garotos que Amei’. Em contrapartida, existem produtos irritantes, os quais não entendemos porque suas existências. Esse é o caso do estreante ‘Amor em Obras’. Nem em formato americanizado, cuja beleza do ambiente, personagens bem-sucedidos e atores lindos, conseguem fazer com que essa produção seja no mínimo razoável.

O enredo é o seguinte: Cristina Milian interpreta uma executiva de São Francisco que ganha uma pousada durante uma promoção na pacata Nova Zelândia. Imaginando que venderia com facilidade, ao chegar no local, ela descobre que precisará reformá-la dos pés à cabeça. Assim, conhece o bonitão interpretado por Adam Demos, um empreiteiro que a ajudará a transformar o ambiente e o seu coração. 

Romântico, o filme segue uma proposta bonitinha, mas insossa. O longa poderia usar os contratempos à sua volta para cativar o público, como enfatizar o triângulo amoroso, já que a personagem de Milian tem um namorado, além de brincar mais com as briguinhas do casal principal até eles se entregarem à paixão.  

Embora Milian e Demos tenham química, eles não convencem em seus papéis. No início, ela faz a linha atrapalhada, o que é até divertido, mas depois seus sorrisos só servem para mostrar o quanto é boba. Soma-se uma interpretação nada expressiva de Demos. O astro passa o filme inteiro com o mesmo semblante, faça chuva, faça sol, faça alegrias ou tristezas. 

Os coadjuvantes também não ajudam, todos eles com histórias tão fracas como a dos protagonistas. Talvez possamos gostar um pouco da “vilã” feita por Anna Julienne, que deseja comprar a pousada. A direção poderia dar mais destaque ao bode Gilbert, que consegue arrancar algumas risadas, ele sim merecia o papel de destaque. 

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Sendo um pouco maleável, ‘Amor em Obras’ conta com uma fotografia exuberante. O colorido do ambiente dá a vontade de passar umas boas férias por lá, mas não passa disso. 

O novo filme da Netflix é fraco, amargo, uma comédia romântica nada emocionante que faz pensar qual o objetivo de acrescentá-lo ao catálogo do streaming. Certamente um projeto pra lá de esquecível.

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