Crítica: ‘Sai de Baixo, o Filme’

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A nostalgia está a bordo. Os amantes do humorístico ‘Sai de Baixo’ vão lembrar com prato cheio todos os bordões possíveis as estripulias da turma do Arouche. O longa assinado pela diretor Cris D´amato traz grande parte do elenco original e novos personagens em uma comédia divertida e nostálgica.

O primeiro longa do sitcom, exibido entre 1996 e 2002 na Rede Gobo, vai contar com Caco Antibes, Magda, Ribamar e Cassandra com suas frases de efeito e implicâncias mútuas. Para dar mais caldo nessa canja, entraram Lúcio Mauro Filho – prima e primo de Magda (Lucinho como dois personagens), Katiuscia Canoro (noiva de Ribamar), Rafael Canedo (Caquinho Antibes) e Castrinho no elenco.

A história é a seguinte: depois de sair da prisão, Caco precisa fazer uma viagem internacional para transportar pedras preciosas e tirar a família da miséria, já que todos estão morando de favor com Ribamar. Armada a trama, muita confusão acontece em cerca de 90 minutos de duração.

Miguel Falabella encarna a arrogância de Caco Antibes, que entre uma cena e outra, mostra o seu “amor” pelos pobres. Marisa Orth também vive as peripécias da burra Magda, apaixonada por Caco e pelo famoso canguru perneta. Aracy Balabanian brinca com o laquê de Cassandra, que a salva de alguns problemas no final do filme. Por questões de saúde em razão de problemas circulatórios na época das gravações, Luís Gustavo faz uma breve participação, mas não menos importante que as demais.

Comediante nato, Tom Cavalcante é a grande atração do produto. Icônico como Ribamar, ele acrescenta sua veia artística como a tia do porteiro, dona Jaula, uma senhora atrapalhada que o mete em mil confusões. Vale ressaltar a cena do banheiro, a melhor por sinal.

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‘Sai de Baixo, o Filme’ resgata a comédia escrachada que rendeu audiência absoluta nas noites de domingo. Evidente que, por ser fiel à TV, as piadas são conhecidas e podem até cansar, mas os novos personagens e o próprio talento dos veteranos deixam a comédia engraçadíssima.

Minha única ressalva é pelo filme ser produzido depois de mais de 20 anos da estreia na telinha. Ao vermos algumas dificuldades com atores como Luís Gustavo e Aracy Balabanian, que diminuíram suas participações por causa do intenso ritmo de gravação, além da inesperada morte de Márcia Cabrita em 2017, fragilizaram o roteiro das gravações, sendo adiados em alguns momentos.

Obviamente não é um desmereço ao ótimo trabalho para as telonas, sempre é válido o registro – vide Os Normais e A Grande Família – mas o menor distanciamento possível torna o produto mais aquecedor para os fãs. No entanto, o filme do Sai de Baixo traz humor, diversão, leveza e aquele gostoso carinho de quem acompanhou durante seis anos a turma mais atrapalhada do Arouche.

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