Os altos e baixos da TV Brasileira em 2018

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A TV brasileira de todo dia passou por intensas reformulações em 2018. Parte das atrações foram mornas, e pouquíssimas conseguiram levar o público ao delírio. Mas vamos começar pelo lado bom.

Os seriados nacionais ganharam destaque na TV. A série ‘Sob Pressão’ firmou-se como um produto dramático de qualidade. Além de contar com atores de primeira linha, as histórias ricas que nos fazem identificar com os problemas diários dos hospitais da realidade, foram retratados com louvor. Caso semelhante com o belíssimo sertão de ‘Onde Nascem os Fortes’, que abrilhantou a TV com a fotografia estonteante do sertão pernambucano.

Os talk shows seguem no combate entre quem consegue mais audiência. Pedro Bial não trouxe novidade, Fábio Porchat se arrastou até seu clímax, e Danilo Gentili persistiu com sua irreverência e ótimos entrevistados. No entanto, todos eles foram engolidos pelo carisma improvisado de Tatá Werneck em seu ‘Lady Night’ no Multishow. A jovem explodiu com sua terceira temporada repleta de sagacidade, tanto que a primeira temporada será exibida na Globo a partir de janeiro.

Os realities seguem na mesma. O ‘BBB’ , em sua décima oitava edição, trouxe bons personagens e a empatia de Thiago Leifert, mas sem novidades. Em sua décima edição, ‘A Fazenda’ contou com a ótima apresentação inesperada de Marcos Mion. Mion é debochado, brincalhão e astuto, tudo o que a pacata ruralidade das semicelebridades precisavam. Enfim, o apresentador certo no local certo.

Ainda na Record, o ‘Dancing Brasil’ de Xuxa segue consolidado. Ganhou uma versão kids especial de final de ano e já confirmada mais uma temporada em 2019. O ‘Masterchef Brasil’, na Band, e a Dança dos Famosos, na Globo, seguem as mesmas, porém bem requisitadas pelo público.

Nas novelas, a Record segue com a fórmula bíblica, talvez por esse desgaste temático a emissora continua com índices baixos. Sua mais recente atração, ‘Jesus’, desculpem o trocadilho: não salvou ninguém. No SBT, a situação é semelhante, o infantil ‘As aventuras de Poliana’ é leve e bonitinha, mas sem alardes como nos tempos de ‘Chiquititas’ e ‘Carrossel’.

A fantasia está de volta à Globo, mas nem por isso sair da realidade significa aumento de audiência. A recente ‘O Sétimo Guardião’, de Aguinaldo Silva, peca no Ibope. Uma novela complicada, misteriosa sem ter mistérios e com personagens insossos, como o próprio casal de protagonistas.

‘O Tempo não Para’, no horário das sete, apresentou uma sinopse cativante com os congelados do século retrasado chegando à modernidade. Infelizmente, as histórias congelaram e seguem frias. Já no horário das seis, a nova ‘Espelho da Vida’ é a melhor atração no ar. A história de reencarnação de Cris/Júlia é convincente e bem contada. O problema estava na lentidão da história, que agora já está sendo contornado.

Entre as mais antigas, João Emanuel Carneiro conduziu ‘Segundo Sol ‘com um enredo fraco, entretanto com personagens marcantes, né Axé Pelô? Às 19h, ‘Deus Salve o Rei’ tinha uma boa história, mas perdida. Será que é o ano mal do horário das sete?

Entre boas e ruins, idas e vindas, a televisão brasileira busca novos ares, com intuito de ser mais moderna possível, mas sem perder a classe. É visível o passo a passo da Globo e da Record na TV aberta . Considero melhor do que em 2017, mas ainda precisa de uma boa dose de energia e de renovação. Ano novo, TV nova!

Fica a dica: assistam séries dos serviços de streaming, como ‘Ilha de Ferro’. Essa linha é a que trará maior retorno para a dramaturgia brasileira. Por enquanto é só.

E você, qual seu comentário sobre o ano de 2018 na TV?

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