“Tenho inveja do Xodó, quero um amor assim”, diz Anderson Tomazini

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Ser um xodó não é pra qualquer um, mas Anderson Tomazini está usando sua chance na telinha pra mostrar que não é só um homem de beleza, mas sim, um ator de muito talento. Intérprete do garimpeiro na novela ‘O Outro Lado do Paraíso’, o ator tem ganhado destaque na trama nas últimas semanas desde que começou a se envolver com Cleo (Giovana Cordeiro), foi testemunha do desaparecimento de Rato (Cesar Ferrario), o herói do desabamento das terras do garimpo e, na última semana, realizou um belo casamento com a amada.

Tomazini conversou com o Opinião Cult sobre seu sucesso na trama, a abordagem com os fãs, como foi a experiência em trabalhar pelo aplicativo Uber e, claro, sobre a possibilidade de encontrar um amor em sua vida.

 

Opinião Cult: Seu personagem está aparecendo cada vez mais na trama, principalmente na última semana quando aconteceu o desabamento no garimpo. Com a quantidade de situações, aumentou o ritmo de gravações?

Anderson Tomazini: Aumentou o número de gravações, faz um mês que a gente está gravando mais do que o normal, mas isso é bom, é uma oportunidade única porque o Xodó é um personagem muito querido. Eu recebo o Xodó com imensa alegria.

 

Já estava previsto o crescimento do seu personagem na trama ou foi algo que aconteceu naturalmente?

Eu não esperava algo assim. Quando comecei a novela, sabia que seria um personagem pequeno, mas nunca me disseram que chegaria a esse crescimento. Sinceramente, não sei se o autor já pensava dessa forma, mas eu me surpreendo a cada semana com o texto.

 

Como tem sido o contato com as pessoas nas ruas?

O nome do personagem já ajuda, Xodó (rs), mas eu saio pouco, sou uma pessoa muito caseira, mesmo assim o público tem um carinho muito grande. Eu tento fazer vídeos para os fãs, mas nem sempre consigo pela falta de tempo. Hoje eu recebo elogios pelo meu trabalho, antes era pela beleza e isso me incomodava um pouco. É claro que tem pessoas que dão em cima, mas são poucas. Eu não tenho recebido esse tipo de invasão.

Você teve experiência nas terras do seu avô aprendendo como é a vida de um garimpeiro. O que você aprendeu?

Fiz um laboratório na fazenda do meu avô porque precisaria reviver esse tipo de vida mais rural. E eu senti que esse personagem precisou buscar a forma com as pessoas vivem e como falam. Quando eu tive essa ideia, pedi para o meu pai não falar nada para viver como ter essa experiência mais real ainda. O personagem tem esse calor do povo brasileiro, essa humildade do ser humano que a gente sente necessidade. A novela está mostrando algo que a mídia precisa mostrar mais, sobre a vida dos garimpeiros e as explosões que ocorrem nas minas. Outra coisa, uma pessoa me perguntou se eu tinha vergonha de ter trabalhado em um aplicativo de motorista e eu disse que não. Eu curti o máximo, sempre ouvindo histórias novas.

Você é um cara tímido ou extrovertido?

O Anderson é extrovertido, mas tímido também. Sou extrovertido entre amigos, mas não tenho essa facilidade de fazer amizades.

 

Quem são seus ídolos?

Isso eu já disse e não escondo. Sou muito fã do Juliano Cazarré, ele é um poeta, escritor, artista. Eu brinco com ele dizendo que eu nem consigo estar trabalhando com ele, que eu me perco. Mas estar ao lado de Laura Cardoso, Fernanda Montenegro e Lima Duarte é um presente.

 

Você acredita que exista o amor na vida real igual ao de Xodó e da Cleo, já que ele se apaixona por uma mulher que se prostitui?

Quando a gente tem amor não tem barreira. Eu nunca achei que ele não teria amor por ela. Ele só queria tirar ela daquela vida. Não acho que seja ficção, é só a gente procurar que encontra um amor. Eu tenho inveja do Xodó, quero um amor assim (rs).

 

Como você concilia as gravações com o filho?

Minha mãe ajuda muito trazendo ele aqui pro Rio. Fico com o maior aperto, eu ainda não fui na escolinha dele. Esta saudade está me sufocando, mas acabo a novela e vou pra Brasília ficar com ele.

Foto de capa: TV Globo

Fotos: Marcios Farias

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