Documentário da Netflix “despe” com sutileza a vida da cartunista Laerte

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Numa época em que a transexualidade abre espaço aos poucos para o público, ter uma referência de peso na sociedade demonstra o quanto a busca pela felicidade, independente do gênero, é importante. O famoso cartunista Laerte Coutinho trouxe à tona seus anseios, suas conquistas, seus medos e suas fantasias no documentário ‘Laerte-se’, disponível na Netflix.

Responsáveis pelo trabalho, Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva apresentam a vida de Laerte com tamanha sensibilidade. Eliane, em frente a Laerte a todo o momento, toma cuidado ao questionar e comentar assuntos delicados, parecendo uma grande amiga do cartunista. Do olhar da câmera, a casa, as roupas, a maquiagem, a família, os amigos, os aplausos e toda uma revelação dolorosa do que é ser mulher.

É perceptível ver Laerte vigorosa e alegre. Ao mesmo tempo, temerosa em buscar a sua verdade. Um dos maiores questionamentos é se põe ou não seios, Laerte deixa claro o porquê da dúvida. Entre idas e vindas de sorrisos e olhares tristes, ela solta frases como “eu não preciso de identidade”, em outro momento, “é tão desimportante o que tenho para falar”. Essas contradições fazem com que o documentário se torne rico.

Em cerca de 1h40, ‘Laerte-se’ faz várias voltas em problemas pessoais da cartunista, muitas vezes exaltados através de cartoons exibidos entre uma fala e outra. É um soco no estômago de muita gente. Vale a pena parar um tempo para conhecer melhor um dos grandes nomes da cultura brasileira desvestido de qualquer preconceito.

 

Trailer:

 

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