Crítica: ‘A Cabana’

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Espiritualidade é um tema que volta e meia aparece nos roteiros para cinema, seja cristão, seja evangélico ou católico fervoroso, tratar este tipo de assunto sempre traz reflexão sobre a identidade do ser humano. Quando lançado em 2007, o best-seller de William P. Young tornou-se o queridinho na literatura por trazer o tema de uma forma branda, sem direcionar para o lado do bem ou do mal. A adaptação para o cinema fica evidentemente clara que a proposta é semelhante.

Dirigido por Stuart Hazeldine, ‘A Cabana’ retrata o drama do carpinteiro Mack Phillips, um homem amargurado pelo assassinato da filha caçula. Um belo dia, Mack resolve acampar com seus três filhos, mas sua filha desaparece e logo é dada como morta. A notícia gera uma grande revolta em Mack, que perde toda a fé e vive com remorso e ódio. Tempos depois, uma carta aparece em sua caixa de correio convidando-o para voltar ao chalé onde os vestígios da garota foram encontrados. No local, ele é recebido por três entes místicos: Deus, Jesus Cristo e Espírito Santo. Numa espécie de redenção, Mack passa por diversas provas para entender o poder do perdão.

‘A Cabana’ tinha tudo para se tornar um marco do cinema, mas deixa a desejar por pequenos e grandiosos detalhes. Sam Worthington foi uma péssima escolha para o personagem principal. Inexpressivo, não retribui às cenas em que precisava de uma boa atuação. O olhar de choro, de riso, de tristeza ou de surpresa é praticamente o mesmo em quase todas as cenas. Caberia o papel para um ator carismático, como Bradley Cooper (enquanto assistia ao filme imaginei ele no papel de Mack). Outro ponto em questão é a duração do filme. São mais de 2 horas do mais do mesmo. A cronologia é crível, mas bem que poderia ser reduzido para no máximo 1 hora e 40 minutos. Além do mais, pouco se aproveitou da talentosa Alice Braga. A única cena em que a brasileira apareceu foi de extrema importância. E só!

Por outro lado, ‘A Cabana’ tem suas peculiaridades. Como citado acima, Braga foi um ótimo convite, como também do trio espiritual. Como Deus, Octavia Spencer mostrou a leveza necessária para o personagem. Suas aparições eram divinas e, às vezes, com um tom de comédia precedido por enigmas. Avraham Aviv Alush, no papel de Jesus Cristo, e Sumire, o Espírito Santo, ajudaram a representar a Santa Trindade com louvor e paz conhecidos pelo cristianismo. Por sinal, colocar um Deus na forma de mulher e ainda por cima negra, tal qual ao livro, representa a diversidade e desmistifica a ideia de que Deus é branco e de olhos claros. Embora agressivo pelo colorido excessivo em diversas cenas, a fotografia é de encher os olhos.

Alguns leitores confessaram que a adaptação é precisa ao livro, e por isso, merece ser avaliada no cinema. Porém, se a intenção era de lavar a alma, ‘A Cabana’ tira, no mínimo, algumas lágrimas.

 

 

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