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Opinião Lembra: A inesquecível ‘Fuga de Nova York’

*Texto de Diego de Souza

Grande clássico nas noites de ‘Sessão das Dez’ no SBT, pode-se dizer que ‘Fuga de Nova York’ virou mais uma das inesquecíveis e gloriosas referências do cinema oitentista. Um grande cult para os cinéfilos mais nostálgicos. O diretor John Carpenter (O Enigma do Outro Mundo, Starman) caprichou nessa trama acessível, explorando boas doses de aventura e ficção científica, nunca deixando de lado críticas mais ácidas ao modo americano de fazer política (futuramente ele expôs mais esse lado crítico em ‘Eles Vivem’). A Nova York futurista de John Carpenter (1997) virou um grande presídio de segurança máxima onde os criminosos mais perigosos do país vivem exilados fazendo suas próprias leis. Ou seja, quem cair lá, estará por sua própria sorte. E nesse cenário caótico o avião do Presidente dos EUA (Donald Pleasence) sofre um atentado de revolucionários à bordo, resultando em uma queda no meio da cidade, em seguida sequestrado por gangues locais chefiadas por Duke (o cantor de soul Isaac Heyes), que vê no momento a chance de ouro para escapar da prisão.

Com um importante pronunciamento dentro de 24 horas, o presidente precisa ser resgatado e a única solução viável é o detento e ex-militar Snake Plissken (Kurt Russel), sob as ordens do Comissário de Polícia Haulk (Lee Van Cleef) que o guiará dentro do território. Nessa corrida contra o relógio outras peças entram para movimentar o tabuleiro e ajudar Plissken, como o simpático taxista Cabbie (Ernest Borgnine), Brain (Harry Dean Stanton) e a sexy Maggie (Adrienne Barbeau), aliados do próprio Duke.

Como outros filmes dessa década, não há tantas reviravoltas de roteiro, deixando tudo mais simplista e ganhando destaque nas cenas de ação e nos cenários. Nisso o trabalho de Carpenter é primoroso na construção da cidade de Nova York, decadente e quase tribal (como na cena da arena de gladiadores) recheada de gangues punks e completamente destruída, sem qualquer tipo de eletricidade, dando o tom obscuro ideal. Visual similar ao que James Cameron projetou 4 anos depois em ‘O Exterminador do Futuro’.

Além de todo o estilo decadente e fascinante, vale ressaltar o protagonista Snake Plissken, de tapa olho e fala arrastada, é o típico “cara durão” que não tem medo de nada e enfrenta o que aparecer. Kurt Russel nunca foi um grande ator, mas soube encarnar como nunca o típico herói de ação oitentista, tornando Plissken seu principal personagem em sua filmografia. Quinze anos depois Carpenter e Kurt Russel reuniram-se novamente para a sequência intitulada ‘Fuga de Los Angeles’, mas o filme é muito inferior ao original sendo um fracasso de público e crítica, enterrando de vez os planos para um possível ‘Fuga do Planeta Terra’. De qualquer forma o primeiro filme mostrou-se um clássico atemporal que atravessa gerações de cinéfilos e que com certeza conquistará ainda mais fãs. Pra quem adora uma boa ficção científica, frases de efeito e pancadaria. Filme obrigatório.

 

*Diego de Souza é um apaixonado por cinema e colabora com o Opinião Cult.

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