Romance e ficção lúdica marcaram ‘Preso na Escuridão’

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*Texto do colaborador Diego de Souza

O espanhol ‘Abre los Ojos’, mais conhecido como ‘Preso na Escuridão’ é um clássico do cinema marcado por um drama psicológico dos mais interessantes do ano de 1997. Na trama, César (Eduardo Noriega) goza de uma boa posição social, é jovem e sempre cobiçado por belas mulheres e mantém uma sincera amizade com Pelayo (Fele Martínez), além de um instável caso com Núria (Najwa Nimri). Em uma festa, a artista Sofía (Penélope Cruz) é apresentada para César, despertando na hora o interesse amoroso entre ambos, fato que Núria não aprova devido ao seu ciúme doentio. Tudo parece bem até que César (na manhã seguinte) contra sua vontade, decide pegar carona no carro de Núria que em um momento de fúria não aceita a rejeição, resultando em um trágico acidente. Com o acidente, César tem seu rosto desfigurado (maquiagem um tanto bizarra) e seu mundo aparentemente perfeito começa a ruir aos poucos, assim como o medo de perder o grande amor de sua vida. Chega a ser tocante a cena em que César se ajoelha chorando no meio da rua inconformado com sua situação.

Daí em diante começa um interessante quebra-cabeça do roteiro misturando elementos variados como o romance, ficção científica, psicologia e até os chamados sonhos lúcidos, tudo construindo aos poucos a chamada “moral da história” para situar os expectador, fato que (eu ao menos admito) melhora nos últimos 15 minutos da película ao som de uma trilha sonora orquestrada de forma brilhante, traduzindo perfeitamente a emoção de todos os momentos chave, do princípio até o clímax da trama no terraço de um prédio.

Merece ser visto e revisto porque é muito bem desenvolvido (mesmo que às vezes parecemos perdidos) e conta com excelentes atuações, especialmente a de Noriega, o condutor da trama. Em 2002, o filme ganhou um remake americano chamado de ‘Vanilla Sky’ pelas mãos do diretor Cameron Crowe (‘Quase Famosos’) que mantém a qualidade, mas tem uma pegada mais blockbuster, mais assimilável por ter estrelas do calibre de Tom Cruise e Cameron Diaz no elenco e com direito a trilha de Radiohead etc. É muito bom, mas eu ainda aprecio mais o filme espanhol por ser mais honesto, mais profundo e menos comercial.

 

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