‘Que Horas Ela Volta’ merece o Oscar?

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Desde o dia 10, quando foi indicado como representante do Brasil ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ‘Que Horas Ela Volta’ se tornou o assunto do momento e repercute positivamente na classe artística e pelo público em geral. O longa trata a história da pernambucana Val que vive anos como empregada na casa de uma família de classe média e tem sua vida virada de cabeça para baixo após sua filha adolescente decidir morar com ela. História boa, elenco preparado, direção afiada, mas será que merece o prêmio?

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‘Que Horas Ela Volta’ tem pontos isolados que a destaca de outros longas. Vamos a eles? A história de uma empregada que se envolve no mundo dos patrões já é batida, mas a diretora Anna Muylaert (primeira mulher em 30 anos a representar o Brasil no Oscar) retrata o lado oposto dessa relação, em que o foco, mesmo velado, está no grau de envolvimento de Val com os patrões. E esse ponto é visível em quase todo take, como na cena em que os patrões jantam e falam sobre a vida da empregada com a câmera focada dentro da cozinha. O amor de Fabinho (Michel Joelsas) por Val, subentendido como um relacionamento mais afetuoso do que pela própria mãe, também merece destaque. A chegada de Jéssica (Camila Mardia) à casa dos patrões reflete a reviravolta no relacionamento familiar, mas principalmente, o comportamento da jovem destoa do que poderia causar. E claro, Regina Casé se destaca com uma belíssima atuação. Val é sensível, crítica, interessante, e claro, humana.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Embora a repercussão seja positiva, o filme peca no desenrolar de tramas. Os diálogos entre Val e Jéssica são importantes, mas caem na mesmice em várias situações, além do mais, a simples participação do jovem Fabinho, que aparentava causar com o “fogo” da adolescência, foi apagada através de cenas insignificantes. O desfecho de Val também deixou a desejar. Por esses pontos, a criteriosa Academia pode repensar a estatueta para o Brasil.

Após quatro semanas em cartaz, o longa já arrecadou mais de 250 mil espectadores, um número significativo e merecido para a história de Anna Muylaert. Quem não assistiu ainda, vale a pena vivenciar um pouco o mundo de Val.

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